Era fogo
e de repente
Cinza.
Quando se arrisca
Tudo pode ser lindo
Ou solitário
E só o que ouço
São os ecos das batidas
Sofridas e esperançosas do meu coração.
Fechar os olhos
Trás a mente
O lançar
No abismo
No escuro
... o prazer da queda
Com o vento no rosto
E a adrenalina na veia
... e a dor do fim
Do toque no chão.
Mais uma vez me lanço
Arrisco mais uma queda
Na esperança
De sonhar
De conjecturar comigo mesma
Um amanhecer
Diferente
Próspero
Sem medo que a queda de ontem
Não afete a coragem
De a cada dia me lançar a vida.
Jogue-se!