De pensar viveu o poeta
De sorrir o
palhaço
De ensinar o
professor
E de quê vivo eu?
De estar num
momento a sorrir
E no outro a
chorar?
De equilibrar-me
na balança da vida
Onde são medidos o
bem e o mal?
Similar é o meu
pensar ao do poeta!
Entre atropelos e
candeios, penso.
Difere de mim o
poeta
Que somente pensa.
E já eu, vivo.
Escrevo com dores
as tristezas que vivi
E redijo com força
as alegrias que senti.
Confesso que em
muitos devaneios
Esqueci-me de
escrever
Tal era alegria
que me fazia viver
Pobre poeta que,
não como eu, pode sentir
Emoções tão fortes
quanto possa escrever
Não há poeta, não
há
Palavra tão forte
que transcenda
O prazer de sentir
o amor


