sábado, 14 de dezembro de 2013

Shuuuu

O silêncio sempre é revelador. Seja ele dentro ou fora de nós. 
Mergulhar de cabeça num dia onde o silêncio é perturbador, pode te transportar para um lugar cheio de lembranças, questões, e muitas verdades que guardamos num cantinho de nossa mente sem querer externá-las. 
Em um dia como esse, surgem dúvidas sobre decisões tomadas, saudades, arrependimentos, e vontades que foram abafadas por ímpeto de defesa não se sabe bem de quÊ por quê ... 
Se cai na real percebendo que há uma barreira, que nós colocamos, para suposta proteção. Construímos um muro invisível que só nos afasta da vida que nos espera para de fato vivê-la. 
Ahh breve silêncio que tanto guarda, que tanto revela... 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sonhei

Quem dera poder ter o poder de controlar o que sinto
Quem dera ter o controle daquilo que há dentro de mim 
Por isso me encanto e me assusto com tudo que faço
E esfrego os olhos quando não me reconheço
Certeza só tenho de que não conheço
Todo sentimento que se espalha em  mim 

Na noite ao travesseiro se desvenda o desejo
De ter, ou de ser o que jamais pensei 
Ao menos na mente em consciência sã
Embora nos sonhos eu sempre desejei
Parece que ao sol tudo se torna insano

Enfim quando um dia
Deus queira eu consiga
Ser, ter o que sempre sonhei
Que eu possa antes disso
Viver de verdade sem medo nem dúvida
De que os sonhos de fato são realidade




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Poeme-se

Continuamente ouço dizer que é certo que a poesia é reflexo do obscuro, do doloroso. Discordo. Cada um se apodera da palavra com força e voraz intensidade quanto deseja, seja na alegria ou na dor.
É fato que a sensibilidade me aguça [e a muitos] em momentos de tristeza e angústia. Mas sinto-me invadida por uma força e um fogo por transpor toda alegria que me invade em palavras. Certamente me parecem muito mais veladas e confusas em momentos de euforia, e revelam um olhar frio e claro quando sofro e me refugio em entre vírgulas, pontos e reticências

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estreitando lanços com a mente

Se encontrar sem ao menos se perder, pode? É difícil saber quem se é, como se é, sem que um furacão passe e remexa tudo. No cotidiano nos fazemos seres fixos, imóveis, a ponto de ser aprovado por qualquer um. Que graça tem essa obscuridade intensa da personalidade? O que nos faz pensar que seremos mais felizes se agradarmos mais pessoas? Não há segurança! É um lance que aposta muitas fichas, sem nenhuma garantia de riqueza.
No flutuar de pensamentos, acreditamos quase que fielmente, que a sociedade, a tal que dizem que nos mantêm em"ordem", nos aceitará se ... Mas se somos parte integrante dela, faz sentido que ela nos aceite?! Fato que não! Simplesmente sou sociedade. E nela estou. Estou? Por muitas vezes não sinto assim. Coexistir em um lugar onde tantos tem tudo e milhares nada, é irreal, sem sentido. Mas é realidade que penetra, contra a vontade, os nossos olhos todos os dias em todo lugar.
Quero acordar amanhã [no futuro] e sentir que posso de fato ser do meu jeito, sem podas nem meandros. E quiçá ver, sem revolta ou dor, o mundo em que eu vivo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Entre pensamentos no metrô


De pensar viveu o poeta 
De sorrir o palhaço
De ensinar o professor 
E de quê vivo eu?
De estar num momento a sorrir 
E no outro a chorar?
De equilibrar-me na balança da vida
Onde são medidos o bem e o mal?

Similar é o meu pensar ao do poeta!
Entre atropelos e candeios, penso.
Difere de mim o poeta
Que somente pensa.
E já eu, vivo.
Escrevo com dores as tristezas que vivi
E redijo com força as alegrias que senti.

Confesso que em muitos devaneios 
Esqueci-me de escrever
Tal era alegria que me fazia viver

Pobre poeta que, não como eu, pode sentir
Emoções tão fortes quanto possa escrever
Não há poeta, não há 
Palavra tão forte que transcenda 
O prazer de sentir o amor 


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um Sonho!


Tem vezes que os dias passam com tanto pesar, que fica difícil acreditar que nossos de fato podem ser realizados. Peguei-me pensando hoje num dos meus sonhos mais remotos, caros e simples ao mesmo tempo. Remoto porque me parece distante demais realizá-lo; simples porque me contento com o simples ato de ver e sentir; e caro pois para realizá-lo tenho que atravessar oceanos. 

Meu sonho é ver o Sakura, a florada das cerejeiras no Japão. Lá assistir e contemplar esse momento que dura algumas semanas é memorável. Imagino-me embaixo de umas das árvores só por admirá-la. Sentir o perfume das flores e imaginar que daqui a pouco tempo se despetalarão. Uma beleza tão rara tão vibrante e tão emocionante, que se desfaz em pouco tempo. 
O Sakura muito me traz a mente a vida, que pouco a pouco, dia a dia, perde suas pétalas trazendo um fruto, uma esperança. A semente cai ao chão e rebrota movendo m novo ciclo. 
Inspiração, emoção e esperança me trazem o Sakura. Espero um dia possa tocar e sentir o agradabilíssimo odor das flores. E Que não demore este dia a chegar!