quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Clareza


Enquanto uma nuvem de problemas te assola
E confusa você se vê sem saída
Bem diante dos seus olhos está a solução.

A tempos ela estava ali.
Mas como poderia ver?
Como ultrapassar a névoa e enxergar além?

Basta tentar! 
Simples demais pra dar certo - penso eu.
Mas de fato é só isso. 
Depois do nevoeiro sempre vem o céu e a luz!

Se quiser, conseguirá !!
A perseverança é o combustível que impulsiona nossa alma.
E que seja ela meu guia para chegar ao fim da história.

domingo, 14 de agosto de 2011

Confusa

Às vezes me sinto perdida,
Não sei que rumo tomar ,
São entraves que sempre encontro
Ao longo do caminhar .
Não sei se ando
Ou se paro,
Não sei se grito
Se calo .
Não sei se ignoro
Ou se atendo ,
Se protesto
Ou se defendo .
Não sei se afasto
Ou se abraço ,
Não sei se construo
Se desfaço .
Meio perdida na confusão do mundo ,
Meio perdida na confusão de mim ,
Meio perdida na confusão de tudo ,
Meio perdida na confusão sem fim .
Dividida entre a razão ( que diz não ) e a emoção ( que pede sim ) ...




** Santos Dumont

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O tempo

Como podemos ser tão cegos e não ver o tempo passar? Que magia tão poderosa pode nos inebriar a ponto de não mais conseguirmos discernir o hoje do amanhã?
Eu experimentei essa magia, e de fato ela é poderosa.
Foram anos de puro delírio e encantamento. Não sei como pude por tantos anos me apagar do mundo como mulher. Mas parecia tão forte tão prazeroso que não pude resistir. 
Entreguei-me aquele sentimento sem medida, sem corda de segurança. A gravidade parecia não ter efeito sobre meu corpo. Parecia levitar, dançar sobre as nuvens. 
Não havia necessidade de qualquer outra coisa. Meu prazer, meu tudo estava naquele sentimento, que parecia bastar para mim e para ele. Ele o coveiro da minha alegria. Por mais que estivesse claro o desapego dele por mim, aquela magia inebriante me fazia crer que sim, o sentimento era recíproco.
E de repente não mais que de repente, a magia se acaba com um golpe cruel, ousado e muito insensível.
Senti como se de um golpe só, a gravidade caísse sobre o meu corpo multiplicada em mil vezes, e eu desabasse sem perspectiva de sobreviver.
E cheguei ao chão! Recobrando a consciência, me perguntei: - Como será São Pedro? Mas para minha tristeza não morri. Levantei-me e me dei conta de que teria que enfrentar tudo que acontecera. Surpreendentemente fui forte. 
Experimentei o gosto amargo da dor sem anestesia. E pensei que dali em diante eu seria gélida, pois não haveria magia forte o suficiente para findar com aquela dor.
Com maior surpresa, me vi abrindo-me ao mundo, um pouco receosa,  mas sem medo de viver.
E de repente não mais que de repente, senti de leve a incomodar aquela magia, que outrora repugnava, crescia em mim novamente. 
Essa magia é a mesma de antes, só que o ele, não é mas aquele, coveiro da minha alegria, e sim outro, coveiro da minha dor. Mas agora sei que essa tal magia é traiçoeira e te inebria de pouco a pouco até te dominar.
Pois bem, agora sabida, serei atenta e ei de me cuidar, pois apesar da magia, esse coração é de carne e pode se machucar. 
E vamos combinar, seja de alegria ou de dor, sempre é um coveiro que vamos amar. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fraquejar

E como pudi por tão pouco me deixar levar por tal engano? De fato o sentimento é traiçoeiro, te engana. 
Me perdi por um instante e tal veneração me invadiu de modo impensável. 
Me vi estranha, como se olhasse no espelho e visse uma desconhecida.
É impossível mensurar quantas mudanças sofreu meu ser perante tal sentimento. 
Sinceramente, não entendo como um simples olhar, pensar ou agir, 
pode te envolver e dominar de tal forma que você não mas se reconheça.
Perdi totalmente o controle, logo eu, tão segura de mim, ali entregue, dominada.
Sentimento fatal que mesmo depois de massacrado, golpeado, se ergue. Maldito!!
Me envergonho de tal dominação. Porém não consigo evitar, por mais que lute, duele, não tenho forças.
Mas minha luta não está perdida, e tenho certeza que vencerei. 
Contudo sei o quanto será difícil lutar contra o meu próprio coração.