quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estreitando lanços com a mente

Se encontrar sem ao menos se perder, pode? É difícil saber quem se é, como se é, sem que um furacão passe e remexa tudo. No cotidiano nos fazemos seres fixos, imóveis, a ponto de ser aprovado por qualquer um. Que graça tem essa obscuridade intensa da personalidade? O que nos faz pensar que seremos mais felizes se agradarmos mais pessoas? Não há segurança! É um lance que aposta muitas fichas, sem nenhuma garantia de riqueza.
No flutuar de pensamentos, acreditamos quase que fielmente, que a sociedade, a tal que dizem que nos mantêm em"ordem", nos aceitará se ... Mas se somos parte integrante dela, faz sentido que ela nos aceite?! Fato que não! Simplesmente sou sociedade. E nela estou. Estou? Por muitas vezes não sinto assim. Coexistir em um lugar onde tantos tem tudo e milhares nada, é irreal, sem sentido. Mas é realidade que penetra, contra a vontade, os nossos olhos todos os dias em todo lugar.
Quero acordar amanhã [no futuro] e sentir que posso de fato ser do meu jeito, sem podas nem meandros. E quiçá ver, sem revolta ou dor, o mundo em que eu vivo.

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